Ela olhava sem parar para aquele retrato, onde apareciam, os
dois, juntos e felizes, mas por que agora as lagrimas é que estavam no seu
rosto, não aquele sorriso iluminador da foto? Ela não entendia porque tinha que
ser daquela forma, e gritava com o mundo, tentando fazer com que o mundo
gritasse alguma resposta de volta, mas o máximo que conseguia de tudo aquilo,
era o eco de sua própria voz gritando pelo nome dele.
Ela vira pro lado, olha todos os papeis rasgados, textos
pela metade, e pega seu celular, está decidida, vai mais uma vez correr atrás
dele, ela então começa, escrevendo tudo o que está sentindo desde que ele se
foi, escreve palavra por palavra, letra por letra, sentimento por sentimento,
mas quando está chegando ao final,desiste, volta atrás e se arrepende de ter
feito tudo aquilo, se arrepende de ter achado que deveria correr atrás dele,
ELE FOI EMBORA, ele a deixou, ele quis que fosse assim..
Porém, depois de ficar ali sentada durante varias horas, o telefone
toca, ela atende, e tenta esconder o choro, do outro lado da linha, surge à voz
“Oi, queria saber como você está.” O coração dela por um momento deixa de
bater, ela não acredita no que ouve e fica um tempo calada e diz “é você mesmo
meu amor? Quanto tempo eu esperei por uma ligação sua, qualquer sinal seu.” Ela
ouve o riso do outro lado da linha, e fica meio envergonhada, talvez não devesse
entregar o jogo, não tão de cara assim, não deveria deixar transparecer toda
essa falta que ele faz. Ele rindo diz “Eu senti sua falta meu bebê”, ela vê
mais lagrimas caindo de seus olhos, mas tenta disfarçar cada vez mais. “Eu também
senti sua falta, todos esses dias, todos esses meses, todos esses anos. Por que
decidiu voltar agora? Logo agora?” Ele fica calado, na verdade, não tem o que
responder pra sua amada, ele foi embora porque achava que seria melhor, que
ficaria melhor sem ela, mas nesses dois anos, já tinha tido certeza que não
viveria sem ela, já tinha se entregado a vários outros corpos, mas nenhum era
igual ao dela, ninguém tinha o olhar, o beijo, o sorriso, ou talvez aquelas covinhas dela, que só ele enxergava.
“Porque eu não aguento viver longe de você, eu tentei, tentei demais, era isso
que eu queria, mas não dá, meu corpo pertence a você, minha alma pertence a
você.” Sorrindo, ela se entrega. “Eu sou toda sua, desde o dia em que te conheci,
até o dia em que eu ei de morrer em seus braços.” Eles se pertenciam, eles se
amavam, eles eram ligados por uma coisa maior, uma coisa chamada amor. Poderia
ser comparado a um amor estilo “Romeu e Julieta”, das ficções, mas eles sabiam,
que se confiassem um no outro, venceriam tudo, em nome daquilo que os fazia pertencerem um ao outro, O AMOR.
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