sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Eles se pertencem, e vai ser sempre assim.

Ela olhava sem parar para aquele retrato, onde apareciam, os dois, juntos e felizes, mas por que agora as lagrimas é que estavam no seu rosto, não aquele sorriso iluminador da foto? Ela não entendia porque tinha que ser daquela forma, e gritava com o mundo, tentando fazer com que o mundo gritasse alguma resposta de volta, mas o máximo que conseguia de tudo aquilo, era o eco de sua própria voz gritando pelo nome dele.
Ela vira pro lado, olha todos os papeis rasgados, textos pela metade, e pega seu celular, está decidida, vai mais uma vez correr atrás dele, ela então começa, escrevendo tudo o que está sentindo desde que ele se foi, escreve palavra por palavra, letra por letra, sentimento por sentimento, mas quando está chegando ao final,desiste, volta atrás e se arrepende de ter feito tudo aquilo, se arrepende de ter achado que deveria correr atrás dele, ELE FOI EMBORA, ele a deixou, ele quis que fosse assim..
 Porém, depois de ficar ali sentada durante varias horas, o telefone toca, ela atende, e tenta esconder o choro, do outro lado da linha, surge à voz “Oi, queria saber como você está.” O coração dela por um momento deixa de bater, ela não acredita no que ouve e fica um tempo calada e diz “é você mesmo meu amor? Quanto tempo eu esperei por uma ligação sua, qualquer sinal seu.” Ela ouve o riso do outro lado da linha, e fica meio envergonhada, talvez não devesse entregar o jogo, não tão de cara assim, não deveria deixar transparecer toda essa falta que ele faz. Ele rindo diz “Eu senti sua falta meu bebê”, ela vê mais lagrimas caindo de seus olhos, mas tenta disfarçar cada vez mais. “Eu também senti sua falta, todos esses dias, todos esses meses, todos esses anos. Por que decidiu voltar agora? Logo agora?” Ele fica calado, na verdade, não tem o que responder pra sua amada, ele foi embora porque achava que seria melhor, que ficaria melhor sem ela, mas nesses dois anos, já tinha tido certeza que não viveria sem ela, já tinha se entregado a vários outros corpos, mas nenhum era igual ao dela, ninguém tinha o olhar, o beijo, o sorriso, ou talvez aquelas covinhas dela, que só ele enxergava. “Porque eu não aguento viver longe de você, eu tentei, tentei demais, era isso que eu queria, mas não dá, meu corpo pertence a você, minha alma pertence a você.” Sorrindo, ela se entrega. “Eu sou toda sua, desde o dia em que te conheci, até o dia em que eu ei de morrer em seus braços.” Eles se pertenciam, eles se amavam, eles eram ligados por uma coisa maior, uma coisa chamada amor. Poderia ser comparado a um amor estilo “Romeu e Julieta”, das ficções, mas eles sabiam, que se confiassem um no outro, venceriam tudo, em nome daquilo que os fazia pertencerem um ao outro, O AMOR.

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