domingo, 16 de setembro de 2012

Quem é que sabe?

Talvez eu devesse me segurar, estava me entregando fácil demais a ele, deixando com que meu corpo relaxasse naqueles braços que giravam em torno de mim, me deixando tão pequena e tão protegida.. Ou talvez, assim deveria ser, ele me fazia bem, por que não poderia mostrar o quão estava feliz de estar ali? Eu poderia jurar que ele, a cada suspiro que dava, tentava dizer alguma coisa, mas as palavras não saiam, talvez ele se encontrava igual a mim, em partes confuso, mas no todo, feliz por estar ali.
Na verdade nós dois não tínhamos aquele real história de casais eternos, aquelas coisas que hoje em meus olhos são meio que idiotas, aquele negócio de feitos um para o outro.
Já havíamos tido historias antigas com outras pessoas, havíamos acreditado em amores eternos, que na verdade não foram eternos, mas no momento o que importava é que eu estava nos braços dele, e naquele momento não deseja estar em lugar nenhum a não ser ali, com ele, protegida por aqueles braços, sentindo aquele perfume, sentindo aquele calor, o coração dele batendo rápido, sentindo o gosto doce dos beijos dele.. Na verdade, nada do que havia acontecido importava, o que realmente valia, era os dois, ali, se entregando, entregando o que havia sobrado do coração de cada um, mas entregando tudo do que havia sobrado, cada pedaçinho.. Talvez, com o tempo, eles consigam reconstruir juntos o coração um do outro e formar um amor, o mais bonito que eles poderiam imaginar.. Quem é que sabe, né?

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